quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Uma tragédia da Inteligência - Calígula de Albert Camus

Um Imperador que nomeia seu cavalo à senador, um homem que deveria praticar a moral e os bons costumes para dar exemplo ao seu povo, leva para cama sua irmã legitima, pratica os mais insanos e carnais dos desejos, a ama sem reservas. Cometer incesto é apenas ums dos caminhos que leva Calígula à morte.
Após perder sua irmã - o amor insano de sua vida. Ele resolve adotar novas práticas no poder. Ele busca uma liberdade imprópria para um Imperador. Ama as ates e as poesias. Quer ser cruel, não se considera bom. Manda matar qualquer um que mostre desacordo com suas idéias. Confunde o império e retém uma orda de inimigos secretos e hipócritas. Aparência de louco, porém havia uma sanidade prazeroza em seus planos.
Calígula era um homem no poder - uma criança em seu mundo de fantoches. Um Deus que decidia pela vida dos outros e desdenhava o poder de todos os outros deuses de Roma.
Queria o impossível. Matava para libertar o outro... Há tantas incoerências na vida deste Imperador...
Este deveria ter seguido os conselhos de Maquiavel ou então se consultado com Freud. Sua estada no império e na vida seria maior - embora a felidade talvez não fosse possível.

A imoralidade, os sonhos e as artes faziam parte do sangue e da alma do jovem e perdido imperador.

Caligula - com Thiago Lacerda e grande elenco no Sesc Pinheiros
até 22/02.

O diretor Gabriel Villela apostou numa linguagem mais moderna. O texto de Camus se tornou mais leve, não há tantos apelos para o lado "obsceno" da história, esta versão mostra a política, as maneiras de governar de Calígula, sua "insanidade", seus desejos e morte.
Vale a pena conferir a grande atuação dos atores, a produção da peça apesar de pouco investimento ficou muito boa.
Maiores informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?ParamEnd=1&IDCategoria=5857

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