Despedida...
500 páginas. 471 percorridas... Devoradas. Cada palavra foi mastigada, apreciada devagar... Com prazer... E agora à 29 páginas do final, sinto uma tristeza corroer meus pensamentos, pois este foi um dos livros que mais me arrastou para dentro de suas páginas.
Agora quero me despedir Liesel Meminger e sua "vida"... Quero saber como termina, mas confesso que estou com medo.
A Menina Que Roubava Livros é uma obra de arte. Uma história como ainda não vi. Perfeita dentro da pouca experiência do autor.
Assim como Machado de Assis espantou-me ao iniciar "Memórias Póstumas..." com o velório do narrador, Markus Zusak me surpreendeu colocando a própria morte para nos contar a história de Liesel.]
A morte nos mostra a Alemanha nazista de Hitler sobe dois pontos de vista: o SEU e o de uma menina e seus amigos... Uma menina que gostava dos JUDEUS, gostava de ler livros roubados e não conseguia encontrar o sentido da vida.
Ela viu seu irmão morrer e a figura raquitica da mãe sumir na neve ao deixá-la com o casal Hubermann no número 33 da Rua Himmel (CÈU).
Liesel encontrou a morte três vezes e também a encantou... Enquanto a morte nos fala de Liesel ela estabelece um diálogo amigável com o leitor.
Realmente (como já sabemos) a morte trabalhou muito no mundo ariano de HITLER. Ela por vezes nos descreve como levou algumas almas e como pesou carregar outras tantas. Assume uma forma diferente daquela imagem mística que adquirimos desde cedo.
Agora volto meus olhos para a página 471... A morte já me adiantou algumas coisas... quase as descrevi aqui... mas como desejo que conheçam esta linda história prefiro esperar que a morte lhes conte.;
Voltarei para a triste despedida. Liesel, seus amigos da Rua Himmel, Max - O JUDEU, seus pais, Hitler e a morte ficarão para sempre em minha memória.
Ao autor... parabéns. Um dos melhores da atualidade - dentro dos que li.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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