quarta-feira, 18 de junho de 2008

O MUNDO SEM PESSOAS

O homem e sua civilização interferindo na realidade animal e vegetal

Os animais correm livremente, caçando, cruzando e seguindo o ciclo natural da vida. As plantas rompem os limites do concreto, crescem e se desenvolvem. Sim, tudo isto poderia acontecer se o Homo Sapiens não mais existisse. Pois, no mundo governado por estes seres medrosos, costumes, regras e limites são criados para camuflar sua fragilidade e interferir no ciclo animal e vegetal de vida.
Eles sabem que não possuem a capacidade de ressurgir das cinzas, da umidade, do vento, das larvas, como os vegetais e animais. Em verdade, eles nem sabem exatamente como chegaram neste planeta. Este medo do desconhecido aliado à capacidade racional de sua espécie que fez com que o homem interferisse tanto na natureza. Esta racionalidade se desenvolveu rápido e na mesma medida o homem aumentou suas regras, algumas imitam outros seres, outras os limitam.
Começou caçando e prendendo os animais que representavam algum perigo ou serviam de alimento. Depois a mata passou a “atrapalhar” os planos de crescimento e desenvolvimento, e logo foi devastada abrindo caminho para as civilizações.
A interferência da cultura do homem na natureza é sutil e egocêntrica, pois ele não percebe que não é mais forte que ela, e que mesmo todos seus aparatos tecnológicos não são suficientes para evitar que o ciclo da vida aconteça. O desequilíbrio natural causado para desenvolver a “selva de pedra” humana acaba se tornando uma arma mortal à sua civilização.
O triste é perceber que o tão racional e culto Homem não consegue ver para onde está indo a humanidade.

Nenhum comentário: