domingo, 11 de janeiro de 2009

Poema de um amigo


Devo a Jim Morrison, Rimbaud. Devo a ele Baudelaire. Devo também Niestzche e Schopenhauer. Devo a ele uma adolescência cheia de excessos, minha carne rasgada, sem falar que devo a ele meus vícios. Devo a ele, noites desejosas, ao som ritualístico de sua voz e seus pares
Devo a ele, devaneios , suor, cansaço e êxtase. Devo o gosto pelo vinho, os poemas de Blake e Poe... É devo, ao rei lagarto, o adulto cheio de desapegos que me tornei...Devo-lhe Kant e minha critica a devoção e aos homens, Devo-lhe os ensinamentos que passam longe das escolas que freqüentei.
Devo-lhe meu gosto pelas letras, meus amigos insatisfeitos, minha adoração pelas mulheres e claro meus desafetos. Penso que é estranho que os mortos sempre me ensinaram mais do que os vivos.
Ass. Alone

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